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14 setembro, 2026

Quando a ansiedade fala mais alto

 Quando a ansiedade fala mais alto


Por Débora Máximo



Você já sentiu o coração acelerar, a respiração mudar e, de repente, teve a impressão de que alguma coisa estava errada mesmo sem saber exatamente o quê?


A ansiedade faz parte da vida. Ela pode aparecer antes de uma conversa importante, diante de uma mudança, de uma decisão ou simplesmente quando estamos esperando por algo que importa. Em certa medida, é uma resposta natural do organismo. O problema é quando esse estado de alerta se torna intenso, persistente ou começa a interferir na rotina.


E talvez seja justamente aí que muita gente se assuste: a ansiedade não acontece apenas na nossa cabeça. O corpo participa dela.


O coração pode bater mais rápido, os músculos ficam tensos, o sono pode mudar, a concentração diminui. Algumas pessoas sentem tremores, suor, tontura, falta de ar, desconforto no estômago ou uma inquietação difícil de explicar. Em uma crise mais intensa ou em um ataque de pânico, essas sensações podem surgir rapidamente e vir acompanhadas de medo de perder o controle, desmaiar ou até morrer.


É uma experiência assustadora justamente porque, naquele momento, o que o corpo sente é muito real.


Existe ainda um mecanismo interessante, podemos sentir o coração acelerar, interpretar aquilo como sinal de perigo, ficar com mais medo e, com isso, perceber ainda mais as sensações do corpo. Forma-se um ciclo entre sensação, interpretação e medo que pode aumentar a intensidade da experiência. Esse mecanismo é bem descrito no transtorno do pânico e ajuda a entender por que conhecer o que está acontecendo pode fazer diferença.


Mas, quando a crise chega, o que fazer? Talvez o primeiro impulso seja lutar contra ela: “Eu preciso parar com isso agora”. Só que transformar a ansiedade em mais uma urgência pode tornar aquele momento ainda mais difícil. Pode ser mais útil reconhecer o que está acontecendo, procurar um lugar em que se sinta seguro e trazer a atenção, aos poucos, para o presente.


Respire devagar. Não é preciso puxar grandes quantidades de ar, respirar rápido ou profundamente demais pode intensificar algumas sensações físicas. A ideia é tornar a respiração mais lenta e confortável.


Depois, olhe ao redor. Perceba onde você está. Sinta os pés apoiados no chão, observe algum objeto, escute os sons do ambiente. Em vez de acompanhar cada pensamento assustador que aparece, tente voltar a atenção para aquilo que está acontecendo naquele instante.


É quase como dizer ao próprio corpo: “Eu percebi o seu alarme. Agora preciso entender se existe realmente um perigo aqui.” E isso nos leva novamente àquela frase tão importante: escute o que o seu corpo diz. Mas escutar não significa acreditar que todo sinal é uma ameaça. Significa conhecê-lo o suficiente para perceber quando algo mudou e merece atenção.


Também é importante olhar para o que acontece entre uma crise e outra. Como anda o seu sono? Você tem conseguido descansar? Está constantemente sobrecarregado? Tem algum espaço para lazer, atividade física e relações que lhe façam bem? Estratégias de manejo do estresse, técnicas de relaxamento, mindfulness e atividade física podem auxiliar no cuidado da ansiedade, embora não substituam tratamento quando ele é necessário.


E existe um ponto que não deveria ser ignorado, quando a ansiedade começa a escolher por você, quando você deixa de ir a lugares, evita situações, modifica a rotina por medo de sentir aquilo novamente ou vive preocupado com a próxima crise, vale procurar ajuda profissional.


Existem tratamentos eficazes e intervenções psicológicas baseadas na terapia cognitivo-comportamental estão entre as que apresentam melhor suporte científico para transtornos de ansiedade e pânico.




Talvez cuidar da ansiedade não seja aprender a nunca mais senti-la. Afinal, alguma ansiedade continuará fazendo parte da vida. O aprendizado pode estar em outro lugar, perceber quando ela chega, compreender o que acontece conosco e não entregar a ela todas as nossas decisões.


Porque existe uma diferença importante entre sentir medo e passar a viver em função dele. E cuidar de si também passa por reconhecer o próprio ritmo. Há momentos de seguir em frente e outros de diminuir o passo. O importante é continuar presente na própria vida, enquanto aprendemos a cuidar de nós ao longo do caminho.


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Débora Máximo é influencer e graduanda em Psicologia


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Author Details

Livia Rosa Santana, tem formação em Turismo e Hotelaria, Culinária,Confeitaria, Teatro ( Atriz, Roteirista e Produtora), Jornalismo pela Faculdade Esamc, Locução de Rádio e Coach. . Trabalhou como Produtora e Coordenadora na cidade de Uberlândia (MG), representando o Iacan-Instituto de Artes e Cultura Alvaro Neto,. A empresa contem trabalhos reconhecidos em todo território nacional. Atualmente atua no jornalismo como CEO dos 35 portais e 5 revistas que é editora-chefe, trabalhou como assessora de imprensa de um agência de modelos, trabalhou como editora-chefe e assessora de imprensa da Revista CBTUR VIP, trabalhou na parte comercial do Jornal do Estado do Rio e Niterói News. Trabalha atualmente na sua empresa Topssimo Assessoria e assessora artistas famosos e empresas. Escreve para vários veículos de comunicação.

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