Aline Morete: arquitetura do Castelo do Pontal foi pensada para criar experiências
Mais do que impressionar pela escala, o Castelo do Pontal, que está sendo erguido no Recreio dos Bandeirantes, no Rio, foi concebido para proporcionar uma experiência completa a quem atravessar seus espaços. O espaço de eventos terá inúmeras possibilidades para programações sociais e comerciais, oferecendo toda a comodidade para contratantes e convidados.
A arquiteta Aline Morete, responsável pela concepção arquitetônica do projeto temático, explica que cada detalhe foi pensado para criar diferentes percepções ao longo do percurso, desde o primeiro contato visual até a entrada e a descoberta dos ambientes internos e externos.
Para Aline, um projeto temático marcante não nasce de um único elemento, mas da combinação entre escala, proporção, ritmo, materialidade, iluminação e percurso. A chegada, por exemplo, foi trabalhada para criar expectativa antes mesmo de o visitante entrar. Volumes, grandes vãos, elementos verticais, fachadas e iluminação participam juntos da construção da presença monumental do Castelo.
Essa experiência também foi pensada a partir de diferentes distâncias. A arquiteta explica que, de longe, o visitante reconhece principalmente a silhueta do edifício. Conforme se aproxima, passa a perceber os volumes e as proporções. Já diante da construção, começam a aparecer as texturas, os materiais e os detalhes. Dessa maneira, o Castelo não se revela de uma única vez: ele é descoberto gradualmente.
A materialidade tem papel fundamental nesse processo. A pedra foi escolhida como elemento-base por sua capacidade de transmitir solidez e permanência, além de estabelecer uma relação direta com as referências históricas do projeto. Para Aline, entretanto, o luxo não está necessariamente associado ao material mais caro, mas à precisão das escolhas, à qualidade da execução e à maneira como iluminação, proporção e acabamento trabalham em conjunto.
A arquiteta também pensou o Castelo como uma sequência de experiências, e não como uma simples reunião de ambientes. Os eixos visuais, acessos e transições foram planejados para criar momentos de expectativa, surpresa, contemplação e acolhimento. Essa alternância é importante, segundo ela, porque se tudo fosse monumental o tempo inteiro, a própria monumentalidade perderia força.
A vocação do Castelo do Pontal para receber eventos e celebrações exigiu ainda uma atenção especial à funcionalidade. Aline destaca que um espaço de eventos precisa funcionar muito além daquilo que o convidado consegue enxergar. Acessos, circulação, áreas de apoio, serviços e toda a infraestrutura operacional precisam estar integrados para que grandes acontecimentos aconteçam com conforto e fluidez.
Nesse sentido, a arquiteta defende que sofisticação e funcionalidade não são conceitos opostos. Pelo contrário: um espaço verdadeiramente sofisticado precisa funcionar bem. O desafio foi preservar uma identidade arquitetônica forte sem limitar a versatilidade do empreendimento, permitindo que o Castelo receba diferentes tipos de eventos e celebrações sem perder suas características essenciais.
Na visão de Aline Morete, o grande diferencial do Castelo do Pontal está justamente na experiência de estar dentro dele. Fotografias conseguem mostrar a imponência e os detalhes, mas não traduzem completamente a sensação provocada pela altura, pelas proporções, pelas perspectivas, pela luz e pela escala real. É essa experiência que poderá transformar o empreendimento em mais do que um espaço para eventos: um endereço reconhecível, capaz de despertar curiosidade, criar memórias e se consolidar como um novo destino arquitetônico no Rio de Janeiro.
Fotos: Divulgação
Arquiteta Aline Morete: desafio de preservar a identidade arquitetônica forte, sem limitar a versatilidade do empreendimento
Imponência do Castelo do Pontal impressiona pela riqueza de detalhes


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