E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias
Duas personagens: Maria Lúcia e Maria dos Desterro, sobrinha e tia, presas em um apartamento no 13º andar. Ali, entre paredes silenciosas, convivem seus passados, traumas e fantasmas, seus desejos, verdades e mentiras — e também as vidas que poderiam ter sido e não foram. Uma é a imagem da outra. Uma é possibilidade e perspectiva da outra. Como se cada uma carregasse, na própria existência, o espelho do destino que a outra poderia habitar.
Com estréia em 2026, a montagem sobe ao palco com direção de António Marcelo Gran Fort. Interpretando Desterro e Lúcia, as atrizes Tetê Palha e Kália Camila, bem como a honrosa atriz Elza Monte representando a figura do passado. A bela trilha sonora leva a assinatura do próprio Caio, a partir da composição homônima de Antônio José Forte que dá título à peça, enquanto Luiza Ponte responde pela produção, Antônio Marcelo é responsável pelo cenário despojado e funcional além da iluminação e a estilista Clara Uchôa no figurino. A Montagem é do Grupo Quimeras de Teatro.
A Dramaturgia
Em E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias, Caio Quinderé constrói uma história delicada sobre aquilo que todos carregamos por dentro: lembranças, contradições, afetos e silêncios. A peça revela, com sensibilidade, essa dualidade da condição humana — aquilo que somos, aquilo que fomos e aquilo que poderíamos ter sido.
Com a experiência de quem conhece profundamente o ofício da escrita teatral, o autor reúne emoções que se chocam e se completam, formando um mosaico de sentimentos que o público reconhece facilmente em si mesmo.
A narrativa nasce de imagens e sentimentos que atravessam o cotidiano das grandes cidades, onde a solidão muitas vezes cresce no mesmo ritmo em que diminuem os encontros verdadeiros. Em meio a essa paisagem humana, a peça fala da dificuldade de se olhar nos olhos, de partilhar afetos sinceros e de manter viva a generosidade entre as pessoas.
Nesse cenário, surgem situações de tensão e revelação — momentos em que as personagens se confrontam com suas próprias memórias e escolhas. É nesse território delicado que se abre espaço para o trabalho intenso das atrizes, que conduzem a história com profundidade e emoção.
E Eu Joguei Flores nas Minhas Memórias também marca um momento especial: celebra os 40 anos de trajetória cultural de Caio Quinderé, dedicados à escrita, ao teatro e à criação artística. Uma obra que, ao falar das memórias, acaba tocando também as nossas.
Caio Quinderé é jornalista, escritor e gestor. De sua autoria, tem: "Nos Trilhos da Paixão”, “Apenas Uma Ilha ou Sonata Urgente para Dois Náufragos” com também os infantis “Os Gatos”, O Mundo de João” Encenado em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Recife, Rio Grande do Norte, Piauí e na cidade do Porto em Portugal participando no Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica.
AS ATRIZES – Tetê Costa e Kátia Camila
Kátia Camila
Atriz e Arte-educadora. Iniciou suas atividades como atriz no ano de 1989, atuando no espetáculo "As Filhas Da Glória", de Walden Luiz, sob a batuta de Moreira Mattos, com o grupo GTACTCAF, no palco do Teatro São José. No ano seguinte, vivenciou a experiência do Teatro de Rua, em sua passagem pelo Grupo Pisca-Pisca. Em 1990, faz parte do Grupo Balaio atuando em diversas encenações. Em seguida, vai para a Comédia Cearense, sob a direção de Haroldo Serra. No ano de 2024, foi contemplada com o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por "A Casa De Bernarda Alba" na 20ª Edição do Festival Bivar, com o Troféu J.Cabral. Na Academia Cearense de Teatro ocupa a cadeira número 38, tendo como patronesse a atriz Laura Santos.
Tetê Palha
Atriz. Trabalhou com Jair Freitas no Grupo Expressões Teatrais no Teatro Universitário e, em seguida, com o diretor Antônio Marcelo nos espetáculos de sua autoria.Recentemente participou na Antologia Teatral, realizada por Marcelo Farias Costa no Theatro José de Alencar, apresentando um trecho do espetáculo “E eu Joguei Flores nas Minhas Memórias”, de Caio Quinderé.
Antônio Marcelo Gran Fort
Ator e Diretor, mas também autor teatral, fundador do grupo Quimeras e criador do Dia do Teatro Cearense. Com mais 31 anos de atividade teatral e participante na promoção das artes cênicas no Ceará, com o Troféu J Cabral.
Uma trajetória de mais de 30 anos no teatro, Antônio Marcelo é um nome importante e relevante na cena teatral cearense. Atual presidente da Academia Cearense de Teatro.
Ficha Técnica do Espetáculo
E EU JOGUEI FLORES NAS MINHAS MEMÓRIAS
Autor: Caio Quinderé
Diretor: Antônio Marcelo
Atrizes: Kátia Camila, Tetê Palha e Elza Monte.
Cenário: António Marcelo
Figurino: Clara Uchôa
Criação de luz: Antônio Marcelo
Execução de Luz:
Trilha Sonora: Caio Quinderé
Música-título da peça: Antônio José Forte
Confecção do figurino: Clara Uchôa
Produtores: Caio Quinderé & Luiza Pontes
Assessoria de Imprensa Livia Rosa Santana







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