Retorno de "O Diabo Veste Prada" mostra como a beleza das personagens evoluiu em duas décadas
Diretora artística da rede Jacques Janine analisa o visual das protagonistas da franquia e compara a mudança de cabelos e maquiagens entre os dois filmes
Duas décadas após o lançamento do O Diabo Veste Prada, a aguardada sequência chega às telas no dia 30 de abril, trazendo de volta o universo da moda que marcou uma geração no começo dos anos 2000. Após 20 anos, em O Diabo Veste Prada 2, os fãs reencontram personagens já conhecidos, agora inseridos em um contexto atual e com mudanças não apenas no mercado da moda, mas também no visual das protagonistas.
Mesmo com o passar dos anos, Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt cultivaram uma beleza natural, sem aparentar grandes transformações. No entanto, de acordo com a maquiadora e diretora artística da rede Jacques Janine, Chloé Gaya, é no estilo, especialmente nos cabelos e na maquiagem das atrizes, que estão as principais mudanças entre o primeiro e o segundo filme. “O que mais impacta na mudança de imagem das atrizes é o cabelo. Ele comunica muito sobre o momento de vida de cada personagem e acompanha essa evolução ao longo do tempo”, explica.
Miranda Priestly (Meryl Streep)
Segundo a diretora artística do Jacques Janine, no caso da personagem Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep, o grisalho permanece, mas com algumas mudanças. “No primeiro filme, ela tem um cabelo curto, volumoso, com franja mais alta e cheia de movimento. Muito moderno para a época e até hoje atual”, relembra. No segundo filme, a especialista destaca o corte mais polido, com menos volume nas laterais e na nuca, além de uma franja mais contida. Um visual mais uniforme, mas sofisticado e relevante. “Percebi que trouxeram essa modernidade no cabelo, além de uma atualização nos looks, nas roupas, no estilo, trazendo para os tempos atuais”, analisa. Chloé ainda completa dizendo que, na maquiagem, a mudança também é perceptível, com batons em nudes claros e um visual mais clean, com menos intensidade nos olhos e no trabalho de sombras, mas preservando o estilo sofisticado da personagem.
Andy Sachs (Anne Hathaway)
Já Andy Sachs, interpretada por Anne Hathaway, apresenta uma transformação que acompanha o seu amadurecimento na história. Ao longo do primeiro filme, a personagem passa por uma transformação de corte. Iniciando com o cabelo mais longo e reto e com a franja e terminando com a franja mais reta, porém com os fios mais curtos, um pouco abaixo dos ombros e um repicado nas laterais. “O estilo do cabelo expressa bem essa jovialidade. Uma menina nova começando a carreira ainda com várias inseguranças de quem conseguiu um trabalho tão importante”, comenta.
Na continuação, a personagem traz uma opção mais longa levemente repicada, com ondulações e um pouco mais de volume, além da risca central. “O novo corte da personagem evoluiu para fios repicados e sem franja, acompanhando seu crescimento profissional e dando a ela mais personalidade. O movimento dos fios transmite força e maturidade, mostrando uma mulher mais segura e empoderada”, afirma. Já a maquiagem, segundo Gaya, faz parte de uma estética bastante natural. No início, a personagem quase não usa make, evoluindo depois para um batom vermelho marcante, que funciona muito bem na atriz e em seu papel, em momentos pontuais do filme.
Emily Charlton (Emily Blunt)
Por fim, Emily Charlton, vivida por Emily Blunt, também tem a sua atualização estética. No primeiro longa, o cabelo na altura dos ombros, repicado e com franja lateral, combinado à maquiagem mais intensa, com olhos bem marcados e até sombras coloridas, mostrava uma personagem antenada às tendências da época. “O cabelo repicado trazia um certo movimento, um empoderamento que combinava com o cabelo ruivo. Já na maquiagem, ela aparece com produções mais marcadas, principalmente nos olhos. São makes com delineado mais evidente, olhar alongado, às vezes com efeito gatinho, além de esfumados que valorizam o formato dos olhos”, explica.
No segundo filme, o visual ganha sofisticação e minimalismo. “Ela aparece com um long bob mais reto, sem camadas, com risca central e acabamento mais polido. É um corte moderno e elegante”, explica Chloé. A maquiagem também acompanha essa mudança. “Ainda tem o delineado, que é uma característica da personagem, mas de forma mais leve, sem marcar a parte inferior dos olhos como antes. É uma beleza mais refinada e atual.”
Para a especialista, a nova produção atualiza não apenas o guarda-roupa, mas toda a construção visual das personagens. “Existe uma clara adaptação aos tempos atuais, com escolhas mais limpas e modernas. Os visuais acompanham o amadurecimento das personagens e refletem as tendências atuais, sem perder a essência de cada uma”, conclui.
Sobre o Jacques Janine
Com mais de 60 unidades espalhadas pelo Brasil e 2 na Flórida, Estados Unidos, o Jacques Janine está no mercado há 68 anos e se tornou a primeira rede de salões de beleza da América Latina. Fundada pelo casal francês Jacques e Janine Goossens, a marca é referência em serviços de beleza. Com a Académie Jacques Janine, a empresa destacou-se pela sua conexão e capacidade em desenvolver profissionais de excelência com projetos educacionais que transformam vidas e fortalecem o setor.

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