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22 janeiro, 2026

Perfumes árabes: o novo fenômeno global que acumula uma legião de fãs no TikTok

 Perfumes árabes: o novo fenômeno global que acumula uma legião de fãs no TikTok


Rodrigo Giraldelli, CEO da China Gate e especialista em importação da China x Brasil, revela oportunidades e pontos de atenção no comércio internacional


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Os perfumes árabes estão se tornaram o principal objeto de desejo e fenômeno do mercado de beleza no Brasil, impulsionando um forte crescimento nas vendas e nas buscas por importação ao longo de 2025. O movimento liderado por consumidores jovens e influenciado diretamente pelas redes sociais ganhou força com conteúdos virais no TikTok e no Instagram, onde as embalagens sofisticadas chamaram atenção. Segundo dados da Circana, empresa global de dados e análise de comportamento do consumidor, o mercado movimentou R$ 20 milhões em 2024 e resultou em um salto de 340% nas vendas do segmento no primeiro semestre do ano de 2026, transformando a tendência digital em uma oportunidade concreta para o comércio exterior brasileiro. 


Basta alguns minutos rolando o feed do TikTok para encontrar diversos conteúdos do queridinho. A hashtag #perfumearabe já ultrapassa 86 mil publicações. Enquanto fragrâncias como o Lattafa Fakhar acumulam cerca de 200 mil menções, com vídeos que superam 100 mil visualizações. Criadores de conteúdo, influenciadores e consumidores compartilham experiências olfativas, comparações com perfumes importados tradicionais e avaliações de fixação, o que interfere diretamente na decisão de compra. 


Para Rodrigo Giraldelli, CEO da China Gate e especialista em importação e exportação, o sucesso dos perfumes árabes mostra como tendências culturais podem rapidamente se converter em movimentos econômicos de grande escala. “As redes sociais encurtaram o caminho entre o desejo e o consumo. Quando um produto viraliza, a demanda surge quase instantaneamente, e isso impacta toda a cadeia, da indústria ao comércio exterior”, afirma. 


Embora o imaginário do consumidor associe os perfumes árabes ao Oriente Médio, o termo se refere a um estilo olfativo, e não necessariamente à origem geográfica. Como por exemplo o famoso chapéu Panamá, que muitas vezes é produzido também na China. O perfume árabe é um estilo, e Giraldelli destaca que hoje a China tem fábricas extremamente qualificadas para produzir fragrâncias desse nicho. O país abriga, inclusive, indústrias capazes de desenvolver desde perfumes autorais, com registro exclusivo de notas, até inspirações e variações de fragrâncias já consagradas no mercado internacional. Uma curiosidade interessante é que o maior valor do produto é devido ao frasco e a embalagem e não necessariamente do líquido.  


Todos os perfumes comercializados no Brasil precisam atender às normas sanitárias, o que impacta custos e prazos. Segundo Giraldelli, o processo de aprovação de perfumes pela Anvisa pode levar, em média, de três a seis meses, o que exige cautela no timing de compra e importação. “Muita gente quer aproveitar o boom agora, mas é preciso planejamento. Se o empresário compra ou importa grandes volumes sem considerar o prazo regulatório, corre o risco de ficar com estoque parado quando o pico de vendas passar”, afirma. 


Ele compara o cenário a outros fenômenos recentes impulsionados pelas redes sociais como os boby goodies e o Labubu. A demanda explode, mas depois cai com a mesma velocidade e quem não se planeja acaba com mercadoria encalhada.  


Com crescimento acelerado, forte influência das redes sociais e impacto direto nas importações, os perfumes árabes deixaram de ser uma tendência passageira para se consolidar como um novo vetor da economia da beleza no Brasil. Resultado desse novo nicho são grandes marcas, como Boticário e Hinode, aderindo a esses produtos e reforçando como o consumo digital tem moldado decisões de mercado e estratégias de comércio exterior. 

 

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Livia Rosa Santana, tem formação em Turismo e Hotelaria, Culinária,Confeitaria, Teatro ( Atriz, Roteirista e Produtora), Jornalismo pela Faculdade Esamc, Locução de Rádio e Coach. . Trabalhou como Produtora e Coordenadora na cidade de Uberlândia (MG), representando o Iacan-Instituto de Artes e Cultura Alvaro Neto,. A empresa contem trabalhos reconhecidos em todo território nacional. Atualmente atua no jornalismo como CEO dos 35 portais e 5 revistas que é editora-chefe, trabalhou como assessora de imprensa de um agência de modelos, trabalhou como editora-chefe e assessora de imprensa da Revista CBTUR VIP, trabalhou na parte comercial do Jornal do Estado do Rio e Niterói News. Trabalha atualmente na sua empresa Topssimo Assessoria e assessora artistas famosos e empresas. Escreve para vários veículos de comunicação.

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