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14 setembro, 2026

Será que ainda sabemos o que é bem-estar?

 Será que ainda sabemos o que é bem-estar?


Por Débora Máximo





O que você considera bem-estar? Viajar? Ter algumas horas sem compromisso? Deitar-se no sofá depois de um dia cansativo? Ou ficar no scroll do Instagram, passando de uma imagem para outra e quando percebe, uma hora já passou?


A pergunta parece simples, mas talvez a resposta não seja mais tão óbvia.


Vivemos em uma época em que temos inúmeras possibilidades de entretenimento, conforto e distração ao alcance das mãos. E talvez por isso seja interessante pensar se, em alguns momentos, não estamos confundindo prazer, distração, felicidade e bem-estar como se fossem a mesma coisa.


Não são. Bem-estar não é simplesmente estar feliz. Também não significa viver sem problemas ou sentir-se disposto todos os dias. A própria compreensão de saúde adotada pela Organização Mundial da Saúde ultrapassa a ausência de doenças e considera as dimensões física, mental e social.


Talvez o mais interessante seja observar como isso aparece na vida comum. Dormir bem, movimentar o corpo, alimentar-se adequadamente, cultivar relações, ter momentos de lazer e conseguir lidar com as tensões da vida são aspectos relacionados ao cuidado e à saúde. Não são fórmulas mágicas de felicidade, mas fazem parte do que sabemos sobre promoção do bem-estar.


O curioso é que, justamente quando estamos cansados, ansiosos ou sobrecarregados, nem sempre procuramos aquilo de que realmente precisamos. Às vezes queremos descansar e buscamos mais estímulo. Estamos com sono, mas continuamos conectados. Sentimos falta de alguém, mas não fazemos aquela ligação. O corpo pede movimento, mas permanecemos sentados. E, em outros momentos, simplesmente queremos alguns minutos de distração e não há necessariamente nada de errado nisso.


Por isso, talvez o problema não esteja no Instagram, na série ou no sofá. Está em não perceber o que estamos buscando neles.


Ficar alguns minutos olhando uma rede social pode ser entretenimento, descanso para algumas pessoas ou apenas uma pausa. A ciência, inclusive, recomenda cautela com afirmações generalistas de que simplesmente “ficar no scroll” faz mal: os resultados sobre uso ativo e passivo das redes e bem-estar são bastante variados.





Então, em vez de demonizar hábitos, talvez seja mais interessante desenvolver percepção.


Escute o que o seu corpo diz. Não no sentido de interpretar qualquer cansaço, tensão ou mudança de sono como sinal de que algo está errado. O corpo varia e reage a inúmeros fatores. Mas prestar atenção a mudanças persistentes na energia, no sono, no apetite, na concentração e na disposição pode nos ajudar a perceber quando alguma coisa merece mais cuidado.


Talvez tenhamos ficado muito eficientes em responder à pergunta “do que estou com vontade?” e menos acostumados a perguntar “do que estou precisando?”.


E existe uma diferença enorme entre as duas.


Podemos estar com vontade de continuar acordados, mas precisar dormir. Com vontade de nos isolar, mas precisar conversar. Com vontade de preencher cada minuto, quando talvez precisemos simplesmente ficar alguns instantes em silêncio.


Bem-estar não exige felicidade permanente. Tristeza, medo, preocupação, frustração e cansaço também fazem parte de uma vida saudável. O cuidado está em reconhecer o que sentimos, perceber nossos limites e entender quando conseguimos atravessar determinado momento sozinhos e quando precisamos de apoio.


Talvez, então, a pergunta que abriu este texto possa ser feita de outra maneira.


Quando você diz que está buscando bem-estar, está procurando algo que lhe dá prazer naquele momento ou algo que, de fato, lhe faz bem? Às vezes será a mesma coisa. Às vezes, não. E aprender a perceber essa diferença talvez seja uma parte importante de cuidar de si.


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Débora Máximo é influencer e graduanda em Psicologia


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Author Details

Livia Rosa Santana, tem formação em Turismo e Hotelaria, Culinária,Confeitaria, Teatro ( Atriz, Roteirista e Produtora), Jornalismo pela Faculdade Esamc, Locução de Rádio e Coach. . Trabalhou como Produtora e Coordenadora na cidade de Uberlândia (MG), representando o Iacan-Instituto de Artes e Cultura Alvaro Neto,. A empresa contem trabalhos reconhecidos em todo território nacional. Atualmente atua no jornalismo como CEO dos 35 portais e 5 revistas que é editora-chefe, trabalhou como assessora de imprensa de um agência de modelos, trabalhou como editora-chefe e assessora de imprensa da Revista CBTUR VIP, trabalhou na parte comercial do Jornal do Estado do Rio e Niterói News. Trabalha atualmente na sua empresa Topssimo Assessoria e assessora artistas famosos e empresas. Escreve para vários veículos de comunicação.

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