Artista visual, escritora e doutora em Arquitetura e Urbanismo integra a IV edição da mostra, que acontece de 3 a 13 de outubro, no Circolo Italiano São Paulo, com curadoria de Rosita Cavenaghi
Entre arquitetura, arte digital, tecnologia e os territórios
subjetivos do inconsciente, a artista visual brasileira Paola Lazzareschi
constrói uma produção marcada pela experimentação e pelo diálogo entre
diferentes linguagens. Em outubro, a artista participa da IV edição da
exposição coletiva “Mulheres que Transformam”, realizada de 3 a 13 de
outubro de 2026, no Circolo Italiano São Paulo, na região central da
capital paulista.
Com vernissage no dia 3 de outubro, às 16h, a mostra
tem curadoria de Rosita Cavenaghi e realização da Art A3 Gallery,
reunindo diferentes expressões da produção artística feminina contemporânea.
Paulistana, escritora e doutora em Arquitetura e
Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Paola desenvolveu uma
trajetória que atravessa tanto a pesquisa acadêmica quanto as artes visuais.
Seu currículo inclui exposições no Brasil, Itália, Portugal, Estados Unidos,
Japão e México, ampliando o caráter internacional de uma produção que se
alimenta do trânsito entre culturas, repertórios e tecnologias.
Da arquitetura à inteligência artificial
A relação entre estrutura, espaço e composição, presente em
sua formação como arquiteta e pesquisadora, encontra novos desdobramentos em
sua produção artística. Ao longo dos últimos anos, Paola passou a investigar
com maior intensidade as possibilidades oferecidas pelas linguagens digitais.
Em 2025, a inteligência artificial generativa assumiu
papel central em sua pesquisa. A artista passou a explorar a relação entre descrições
textuais, algoritmos e criação de imagens, utilizando ferramentas digitais
não apenas como recurso técnico, mas como parte de um processo de construção de
narrativas visuais.
Nesse território, surgem composições frequentemente
simétricas e atmosferas que transitam entre o reconhecível e o imaginário.
Elementos da arquitetura convivem com paisagens surreais, formas inesperadas e
imagens que parecem emergir de sonhos, lembranças e fluxos do subconsciente.
A tecnologia, em sua produção, funciona como instrumento
para materializar ideias que anteriormente existiam no campo da palavra, da
imaginação ou da percepção. O ambiente virtual torna-se, assim, uma extensão do
espaço criativo.
Entre o sonho, o real e o virtual
O universo onírico e o subconsciente humano estão
entre os principais eixos da produção recente de Paola Lazzareschi. Suas
imagens propõem uma experiência de imersão, convidando o observador a percorrer
cenários nos quais realidade e fantasia deixam de ocupar territórios claramente
separados.
Há em sua pesquisa um interessante contraste entre dois
universos: de um lado, a organização espacial e a precisão herdadas da
arquitetura; de outro, a liberdade, a instabilidade e as associações
inesperadas próprias dos sonhos.
É justamente nesse encontro que a artista desenvolve uma
linguagem contemporânea capaz de aproximar tecnologia e sensibilidade.
Ao utilizar inteligência artificial, algoritmos e recursos
digitais para investigar estados internos, Paola também participa de uma
discussão cada vez mais presente na arte contemporânea: as novas relações entre
autoria, imaginação humana e ferramentas tecnológicas.
Seu trabalho não se restringe, entretanto, ao caráter
tecnológico do processo. A imagem permanece como espaço de experiência,
interpretação e subjetividade. A tecnologia torna-se meio para investigar
questões essencialmente humanas — memória, percepção, desejo, intuição e
transformação.
Uma trajetória que atravessa fronteiras
A circulação internacional também ocupa lugar importante na
carreira da artista. Paola já apresentou trabalhos em diferentes contextos
culturais, com passagens por cidades como Veneza, Chicago, Nova York e
Cidade do México, além de outras exposições realizadas no Brasil e no
exterior.
Esse percurso contribuiu para ampliar sua pesquisa e
estabelecer diálogos entre diferentes referências estéticas e culturais. Em
suas obras, o espaço virtual também funciona como território sem fronteiras,
capaz de aproximar experiências e imaginários de diferentes lugares.
O segundo semestre de 2026 reforça essa dimensão
transnacional de sua trajetória. Em setembro, a artista participa de projetos e
exposições internacionais, enquanto, em outubro, retorna ao circuito brasileiro
para integrar “Mulheres que Transformam”.
Sua participação na mostra coloca a experimentação digital e
a inteligência artificial em diálogo com outras linguagens artísticas,
reforçando a diversidade que caracteriza a exposição.
Mulheres, criação e transformação
A presença de Paola Lazzareschi na IV edição de “Mulheres
que Transformam” amplia a reflexão proposta pela coletiva sobre as
múltiplas maneiras pelas quais mulheres vêm construindo e renovando a arte
contemporânea.
Entre o rigor da arquitetura e a liberdade do inconsciente,
entre o físico e o digital, entre aquilo que existe e aquilo que ainda pode ser
imaginado, Paola desenvolve uma poética baseada justamente na possibilidade de
transformação.
Sua pesquisa mostra que novas tecnologias não precisam
afastar a arte de sua dimensão humana. Ao contrário: podem abrir outros
caminhos para investigar aquilo que permanece profundamente subjetivo.
No Circolo Italiano São Paulo, seu trabalho chega como um
convite para atravessar essas fronteiras — entre matéria e algoritmo,
palavra e imagem, realidade e sonho, tecnologia e emoção.
Serviço
Exposição: Mulheres que Transformam – IV Edição
Artista: Paola Lazzareschi
Período: 3 a 13 de outubro de 2026
Vernissage: 3 de outubro, às 16h
Visitação: diariamente, das 13h às 18h
Local: Circolo Italiano São Paulo
Endereço: Avenida Ipiranga, 344 – 1º andar (esquina com a Avenida São
Luís) – República, São Paulo/SP
Curadoria: Rosita Cavenaghi
Realização: Art A3 Gallery
Assessoria de Imprensa: Gisele Faganello Lahoz





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