Em busca do equilíbrio
Por Débora Máximo
Sabemos que tudo o que é exagerado faz mal. Até a água, que é essencial para a vida, pode se tornar prejudicial quando consumida em excesso. E com as nossas qualidades não é diferente.
Se pararmos para pensar, passamos boa parte da vida tentando corrigir nossos defeitos. Mas, muitas vezes, são justamente as nossas maiores qualidades, quando levadas ao excesso, que começam a nos prejudicar.
A coragem, quando exagerada, pode se transformar em imprudência. A organização pode dar lugar ao controle excessivo. A generosidade, quando não conhece limites, pode fazer alguém esquecer de si mesmo. A sinceridade, sem sensibilidade, pode machucar. A prudência pode virar medo. E a autoconfiança, quando ultrapassa o equilíbrio, pode se transformar em arrogância.
Não é a qualidade que faz mal. É a falta de medida. Há mais de dois mil anos, Aristóteles já defendia que a virtude está no equilíbrio, no “justo meio”. Basta observar a vida para perceber que uma mesma característica pode ser uma grande força em determinado momento e um obstáculo em outro.
Talvez a maturidade não seja adquirir cada vez mais qualidades, mas aprender a dosá-las. Saber quando avançar e quando recuar. Quando falar e quando ouvir. Quando ajudar e quando estabelecer limites.
O equilíbrio não diminui quem somos. Pelo contrário, é ele que permite que nossas melhores características trabalhem a nosso favor, e não contra nós.
Por isso, antes de tentar mudar quem você é, pergunte-se: será que o problema está na ausência dessa qualidade… ou apenas no excesso dela?
Reprodução
Divulgação
Débora Máximo é influencer e graduanda em Psicologia

.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário