Aline Morete revela os conceitos por trás da arquitetura do Castelo do Pontal
A arquiteta Aline Morete está à frente da concepção arquitetônica do Castelo do Pontal, projeto que chama atenção pela imponência, identidade visual e proposta de reinterpretar a atmosfera dos grandes castelos em uma construção contemporânea. Localizado no bairro Recreio dos Bandeirantes, a apenas cinco minutos da praia, o projeto da casa de eventos vem sendo considerado um novo e sofisticado ícone turístico no Rio de Janeiro, que vai surpreender a todos.
Para Aline, desde o início estava claro que o empreendimento não poderia ser apenas uma edificação de grande escala, mas precisava ter personalidade e permanecer na memória de quem o conhecesse, pela concepção, entretenimento e hospitalidade.
O conceito nasceu a partir de referências da arquitetura clássica e medieval, especialmente da força das proporções, da simetria, dos grandes eixos visuais, dos elementos verticais e da riqueza de detalhes. Aline explica, porém, que a proposta nunca foi reproduzir literalmente um castelo histórico. O desafio estava em absorver essas referências e traduzi-las para o presente, utilizando materiais atuais, técnicas contemporâneas e soluções compatíveis com as necessidades de um empreendimento moderno.
Essa decisão foi fundamental para definir a personalidade do projeto. “O Castelo do Pontal não foi concebido para seguir tendências passageiras, mas para construir uma linguagem própria e duradoura”, pontua Aline. “Retirar os elementos que permitem reconhecê-lo imediatamente como um castelo significaria comprometer justamente aquilo que torna o projeto especial”, acrescenta a arquiteta.
Outro ponto destacado por ela é que o empreendimento não deve ser compreendido como uma cenografia. “Embora tenha uma forte inspiração temática, trata-se de um edifício real, pensado para ser utilizado, percorrido e vivido. A arquitetura precisava conciliar impacto visual e funcionalidade, fazendo com que os elementos responsáveis pela identidade do Castelo também tivessem participação efetiva no funcionamento do edifício.”
As torres são um exemplo dessa integração. Além de serem fundamentais para a composição visual, elas abrigam escadas e elevadores, contribuem para a organização da circulação e conectam os diferentes níveis da construção. Segundo Aline, essa relação demonstra que arquitetura e função não precisam competir: um mesmo elemento pode criar identidade e, simultaneamente, resolver uma necessidade concreta.
A contemporaneidade do Castelo do Pontal aparece justamente na forma como suas referências históricas foram reinterpretadas. Materiais, infraestrutura, iluminação, conforto, tecnologia e organização dos espaços foram pensados para atender aos usos atuais. “Ser contemporâneo não significa necessariamente abandonar referências do passado, mas encontrar novas maneiras de utilizá-las a partir dos recursos e das necessidades do presente”, diz Aline.
A arquiteta também destaca a importância da materialidade na construção dessa identidade. A pedra foi escolhida como um dos principais elementos por transmitir solidez, permanência e autenticidade, enquanto a paleta clara e as referências aos mármores ajudam a reforçar a sofisticação. Mais do que simplesmente utilizar materiais nobres, a proposta foi trabalhar proporção, textura, tonalidade, iluminação e execução com precisão.
Ao observar o Castelo do Pontal, Aline Morete acredita que a arquitetura vai se revelando aos poucos. De longe, prevalece a silhueta; depois aparecem os volumes e as proporções; mais próximo, surgem os materiais, as texturas e os detalhes. “É justamente essa descoberta gradual que traduz uma das principais características do projeto: criar uma arquitetura reconhecível, contemporânea e funcional, mas capaz de preservar a atmosfera que inspirou seu nascimento”, finaliza a profissional.
Fotos: Divulgação
Empreendimento receberá eventos sociais e culturais, em ambiente sofisticado e próximo à praia


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