Estúdio ou loft? Conceitos distintos de tendência arquitetônica mantêm estilo e funcionalidade
Ambientes integrados de forma compacta e planejada representam a evolução do "quarto e sala"
Viver em espaços pequenos, reduzidos mesmo, tornou-se uma tendência urbana que une estilo de vida minimalista à inteligência arquitetônica. Seja para quem mora sozinho ou para casais ainda sem filhos, estúdios e lofts estão em alta, tanto em termos de manutenção quanto sob o aspecto financeiro. E o segredo de um lar compacto não está na metragem, mas na fluidez e na funcionalidade que a otimização do espaço possa oferecer.
"É preciso primeiro definir um estilo do outro", avalia a arquiteta Dorys Daher (www.dgarquitetura.com.br), que comanda escritório em Ipanema, no Rio de Janeiro. "Embora usados como sinônimos, eles possuem origens e propostas distintas: o loft, Inspirado nos galpões industriais de Nova York dos anos 1970, caracteriza-se pelo pé-direito alto, ausência de divisórias (planta livre), janelas amplas e, frequentemente, um mezanino onde fica o dormitório", diz a profissional.
O estilo é ideal para quem busca uma estética moderna e rústica (tijolos à vista, tubulações aparentes, por exemplo). Em um loft, a verticalização é notória e as paredes são aliadas. São comuns as prateleiras que vão até o teto e aproveitam o espaço aéreo para armazenamento e decoração, sem obstruir a passagem. "Em vez de paredes, estantes vazadas, biombos ou painéis de ripas assumem essa finalidade, tornando tudo amplo e funcional. Esses elementos delimitam o quarto e a sala sem bloquear a luz e a visão, mantendo a sensação de amplitude", complementa.
Já o estúdio (ou studio) representa a própria evolução do tradicional "quarto e sala", mas com ambientes integrados de forma mais compacta, planejada e acolhedora. "Esses espaços costumam ter metragens entre 20m² e 40m². O foco é a praticidade extrema e a localização estratégica em centros urbanos", descreve Dorys.
Segundo ela, em termos de aproveitamento do imóvel, para que um imóvel pequeno não pareça apertado, a arquitetura de interiores utiliza estratégias criativas e essenciais, como mobiliário multifuncional projetado especialmente, sofás-camas de alta qualidade, mesas retráteis que viram aparadores e camas com baú, para total liberação do espaço, entre outros itens bem pensados.
No mais, como regras básicas, o uso de espelhos em paredes estratégicas dobra visualmente o ambiente, enquanto cores claras, neutras, ajudam a refletir a luz natural. Assim, adaptados à realidade dos moradores que vivem sós ou em casais, a liberdade é total para integrar tudo, incluindo cantinho com uma bancada de trabalho, ou uma cozinha gourmet integrada, se o desejo for receber amigos.
Por fim, o jeito minimalista de morar é palavra de ordem, sem prejuízo do bom gosto, conforto e fácil manutenção. "Praticidade e conforto vêm de ter apenas o que é usado e amado pelo morador. Menos excesso de objetos decorativos nas superfícies de trabalho gera uma sensação imediata de organização e paz visual", ensina Dorys Daher.
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Otimização de espaço neste estúdio de 14m², com mobiliário multifuncional e tendência minimalista, mas funcional
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Dorys Daher mantém o escritório DG Arquitetura, em Ipanema



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