Amor que permanece além da eternidade
"Ser pai ou mãe é compreender que amar não é moldar o outro, mas acolher suas diferenças", diz a escritora Joana Teixeira
O amor entre pais e filhos é talvez a forma mais silenciosa e, ao mesmo tempo, mais poderosa de existir. Ele não precisa de grandes declarações, nem de gestos grandiosos para se afirmar. Está presente nos detalhes: no cuidado diário, no olhar atento, na preocupação que atravessa o tempo e nunca se desfaz. É um amor que começa antes mesmo das palavras e permanece mesmo quando o mundo muda ao redor.
Na visão de Joana Teixeira, esse amor é também um exercício constante de entrega e aprendizado. Para ela, ser pai ou mãe é compreender que amar não é moldar o outro, mas acolher suas diferenças, respeitar seus tempos e confiar no processo de crescimento, mesmo quando ele exige distância, silêncio ou renúncia.
Ser pai ou mãe é aprender a amar sem medida e, muitas vezes, sem retorno imediato. É compreender que cada fase traz seus próprios desafios, suas distâncias e também suas descobertas. Há momentos em que o amor é abraço apertado, proteção constante; em outros, é silêncio respeitoso, espaço concedido para que o filho encontre seu próprio caminho.
Os filhos, por sua vez, carregam esse amor como uma espécie de raiz invisível. Mesmo quando parecem distantes, mesmo quando a vida os leva para outros rumos, existe algo que permanece intacto: a certeza de que há um lugar seguro para voltar. O amor dos pais não se desfaz com o tempo ele se transforma, amadurece, mas nunca deixa de existir.
E talvez essa seja a sua maior beleza: não é um amor perfeito, mas é verdadeiro. Um amor que aprende, erra, recomeça e insiste. Um amor que não exige, mas oferece. Que não prende, mas sustenta. No fim, é ele que nos ensina, desde cedo, o que significa amar de verdade.
Divulgação
Joana Teixeira: reflexões sobre o amor e o exercício constante de entrega e aprendizado
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