Escolhas pessoais - Quero Notícia

Breaking

Rádio Metropolitana

10 abril, 2026

Escolhas pessoais

 Escolhas pessoais



Por Débora Máximo






Por que escolhemos o que escolhemos? O que existe por trás das nossas intenções?

Você já parou para pensar por que tomamos certas decisões? Às vezes acreditamos que somos 100% donos da nossa vontade, mas a verdade é que as nossas intenções são como um iceberg: o que vemos na superfície é apenas uma pequena parte do que realmente está acontecendo na nossa mente.

De onde vem a nossa vontade?

Nossas escolhas nascem de uma mistura entre o que sentimos e o que pensamos. O problema é que o nosso cérebro é mestre em nos enganar. Muitas vezes, nós agimos por impulso ou por um hábito antigo e logo em seguida, a nossa mente "inventa" uma explicação lógica para justificar o que fizemos.

É como se o inconsciente decidisse primeiro e a nossa consciência apenas desse uma desculpa bonita para a escolha não parecer sem sentido. Existe um ditado que diz: "De boas intenções o inferno está cheio". E, na prática, isso faz muito sentido. Nem sempre uma boa intenção gera um bom resultado.

Às vezes, tentamos ajudar alguém e acabamos atrapalhando. Isso acontece porque focamos tanto no que nós achamos que é o certo, que esquecemos de olhar para o que a outra pessoa realmente precisa. Um exemplo comum é quando tentamos resolver todos os problemas de alguém querido, a intenção é poupar a pessoa de sofrer, mas o resultado é que impedimos que ela aprenda e cresça com os próprios desafios.

Você está ajudando os outros ou alimentando o ego? Esta é a pergunta mais difícil quando ajudamos, estamos sendo generosos ou apenas queremos nos sentir bem com nós mesmos? A ciência mostra que ajudar o próximo ativa áreas de prazer no cérebro. É o chamado "prazer de ajudar". Isso não é ruim, mas existe uma linha tênue.

Vamos identificar a ajuda Real quando você foca no bem-estar do outro, mesmo que ninguém fique sabendo. E alimentando o Ego é quando você ajuda esperando reconhecimento, ou quando faz questão de que todos vejam como você é uma "pessoa boa". Muitas vezes, a nossa intenção de ajudar é no fundo, uma tentativa de aliviar o nosso próprio desconforto ao ver alguém sofrendo. Ou seja, ajudamos para que nós paremos de nos sentir mal.






Como fazer escolhas melhores?

Para não cair nessas armadilhas da mente, o segredo é o questionamento. Antes de agir "com boas intenções", tente olhar para fora e pergunte-se: eu estou fazendo isso por mim ou pela pessoa? Essa pessoa me pediu ajuda ou eu estou invadindo o espaço dela? Minha escolha vai trazer um benefício real ou é apenas para eu me sentir um "herói"?

Entender que nem toda intenção é pura nos ajuda a sermos mais humildes e principalmente, mais eficientes nas nossas relações e escolhas de vida.

No fim das contas, entender o que nos move não serve para nos sentirmos culpados pelas nossas motivações ocultas, mas para nos dar clareza. É humano sentir-se bem ao ajudar e é natural que o ego queira uma pitada de satisfação. O problema não é o prazer que sentimos, mas sim quando esse prazer se torna o único objetivo da nossa "bondade".

Reprodução

Divulgação
Débora Máximo é influencer e graduanda em Psicologia

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Author Details

Livia Rosa Santana, tem formação em Turismo e Hotelaria, Culinária,Confeitaria, Teatro ( Atriz, Roteirista e Produtora), Jornalismo pela Faculdade Esamc, Locução de Rádio e Coach. . Trabalhou como Produtora e Coordenadora na cidade de Uberlândia (MG), representando o Iacan-Instituto de Artes e Cultura Alvaro Neto,. A empresa contem trabalhos reconhecidos em todo território nacional. Atualmente atua no jornalismo como CEO dos 35 portais e 5 revistas que é editora-chefe, trabalhou como assessora de imprensa de um agência de modelos, trabalhou como editora-chefe e assessora de imprensa da Revista CBTUR VIP, trabalhou na parte comercial do Jornal do Estado do Rio e Niterói News. Trabalha atualmente na sua empresa Topssimo Assessoria e assessora artistas famosos e empresas. Escreve para vários veículos de comunicação.

Rádio