Navio Pirata navega pelo Campo Grande nesta terça (17), encerrando participação do BaianaSystem no Carnaval de Salvador este ano
Desfile acontece a partir das 17h30, com as participações de Vandal, Agatha Macêdo, Larissa Luz e Melly; no sábado, pirataria vai atracar em São Paulo
BaianaSystem em passagem pelo Campo Grande no último sábado (14) - @ntiuira @maquinadelouco
O Navio Pirata, do BaianaSystem, encerra no Campo Grande, nesta terça-feira (17), sua travessia pelo Carnaval de Salvador, que começou ainda no pré-Carnaval, no Furdunço, no dia 7 de fevereiro. Já adentrando oficialmente a folia, a banda e sua tripulação passaram na sexta-feira (13) pelo circuito Barra-Ondina e no sábado (14) pelo Campo Grande (veja fotos AQUI). A banda estará acompanhada de Vandal, Agatha Macêdo, Larissa Luz e Melly.
Em uma parceria internacional com o British Council, o desfile tem realização do Governo do Estado da Bahia e conta com patrocínio da Neoenergia Coelba, da CAIXA e do Governo do Brasil. Onde tem patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil.
Sobre o Carnaval 2026 do BaianaSystem
Se em 2025 a banda deu voltas pelo mundo até o Grammy Latino, neste ano a finca os pés na América Latina e no Caribe, com sua “Fanfarra Pirata”. A ideia das fanfarras vai conversar com a música coletiva das manifestações de rua, a música do Carnaval que é feita pelos músicos do Carnaval.
A fanfarra é a nova alma musical que reclama o seu lugar no universo do BaianaSystem, com o DNA das bandas marciais e das orquestras do interior. Ela dita/adianta o rumo do grupo na inserção mais profunda dos sopros e metais, aliados aos fios condutores da guitarra baiana, daqui pra frente.
“Fanfarra é inspirada em musicistas com quem tivemos a honra de tocar, e é também uma justa homenagem às diversas instituições e grupos espalhados pelo país, que são escola e representam uma memória coletiva da música brasileira", diz Roberto Barreto, guitarrista do grupo. “No contexto do espetáculo, buscamos o sentido onde a “fanfare” representa o som, o ornamento melódico, ou ainda o trecho da cena onde os metais são protagonistas em uma ópera, ou em um disco, como em ‘O Mundo Dá Voltas’. Nas fanfarras brasileiras esse floreio é marcado pela percussão. Já aqui na Bahia, essa batida é afropercussiva, criando uma polivalência musical", completa o músico.
Após o desfile desta terça-feira (17), a banda fecha este ciclo de Carnaval com sua tradicional saída do pós-Carnaval em São Paulo, no sábado (21). A simbologia do Carnaval deste ano estará diretamente conectada ao contexto mundial. É a hora de transformar o medo em coragem e lutar pela paz. A mensagem que não está na vitrine é a de que a ancestralidade será o nosso combustível para alcançar um futuro que o passado ainda não alcançou em novos carnavais. Que a força da luz deste Sol que banha a América Latina sirva como uma reza para que possamos continuar.

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