
A obra se afirma como parte de um
movimento cultural, ético e social.
O lançamento do livro
“A Primavera das Mulheres I”, realizado em 10 de dezembro de 2025, na Livraria
da Vila, amplamente veiculado pela imprensa, consolidou-se como um marco
cultural e simbólico no enfrentamento à violência contra as mulheres. Mais do
que um evento literário, a noite de lançamento afirmou a literatura e as artes
— plásticas, visuais e cênicas — como instrumentos de conscientização, denúncia
e transformação social, colocando a cultura no centro do debate sobre a
violência física, psicológica, moral, digital, as agressões estruturais e o
feminicídio.
Esse movimento
cultural encontra continuidade e ressonância no cenário nacional com o
lançamento, em 04 de fevereiro de 2026, do Pacto Brasil de Enfrentamento ao
Feminicídio, uma iniciativa inédita que reúne, de forma articulada, os Três
Poderes da República e o Terceiro Setor em torno de ações integradas de
prevenção, proteção e responsabilização nos casos de violência letal contra
mulheres. Trata-se de uma atuação institucional sem precedentes, que reconhece
o feminicídio como um problema estrutural e exige respostas coordenadas do
Estado e da sociedade civil.
O Pacto possui
alcance nacional e é orientado pelo conceito “Todos juntos por todas”,
ampliando o chamado para além de mulheres e meninas e convocando toda a
sociedade a assumir responsabilidade ativa no enfrentamento à violência de
gênero. Nesse contexto, o compromisso é explicitamente estendido aos homens,
chamados a romper com a omissão histórica e a se posicionar como aliados
conscientes e responsáveis na construção de uma cultura de respeito, proteção e
equidade.
O fortalecimento
dessa política de enfrentamento também passa pela reestruturação da Central de
Atendimento à Mulher – Ligue 180, que vem recebendo melhorias significativas
para ampliar o acesso e qualificar o atendimento às vítimas. Entre os avanços
estão o atendimento via WhatsApp, pelo número (61) 9610-0180, a ampliação do
atendimento em Libras, a implementação dos Painéis da Rede de Atendimento, com
informações atualizadas de mais de 2.600 serviços especializados em todo o
país, além do Painel de Dados do Ligue 180, que reforça a transparência e o uso
de evidências na formulação e no aprimoramento das políticas públicas.
Como eixo de difusão
e engajamento social, o portal TodosPorTodas.br reúne informações detalhadas
sobre o Pacto, suas ações previstas, canais de denúncia e políticas públicas de
proteção às mulheres, além de estimular o envolvimento ativo de instituições
públicas, empresas privadas e organizações da sociedade civil. A plataforma
disponibiliza um guia para download, com informações sobre os diferentes tipos
de violência, políticas de enfrentamento e orientações práticas para uma
comunicação responsável, alinhada ao compromisso central de salvar vidas.
O Pacto Brasil de
Enfrentamento ao Feminicídio assume ainda um compromisso de longo prazo,
sustentado por monitoramento contínuo, divulgação periódica de relatórios
públicos e participação social efetiva, assegurada por meio do diálogo
permanente com especialistas e organizações da sociedade civil, fortalecendo a
transparência, a governança e a corresponsabilidade institucional.
Nesse contexto, “A
Primavera das Mulheres I” ultrapassa o campo editorial e se afirma como parte
de um movimento cultural, ético e social, que dialoga diretamente com as
políticas públicas nacionais de enfrentamento à violência contra a mulher. A
obra tem autoria e organização do especialista e escritor Thiago de Moraes, com
a participação das coautoras Ana Bittar, Andrea Diniz, Anelise Taleb, Claudia
Métne, Erika Coimbra, Gisele Maeda Loricchio, Luciane Sippert, Luh Moura,
Lurdes Dresch, Maria Emília Genovesi, Mona Samara, Mônica Azambuja, Patrícia
Nakahodo, Priscila Paula da Silva Falkowski Montagna, Rosilene Bejarano,
Sabrinna Zanini, Suzy Ayres e Tais Lima, reunindo vozes plurais comprometidas
com a conscientização, a dignidade e a vida das mulheres.
O Livro A Primavera
das Mulheres I e o Pacto de Enfrentamento contra o Feminicídio convergem na
compreensão de que o enfrentamento à violência e ao feminicídio exige não
apenas legislação e estruturas institucionais, mas também mudança cultural
profunda, engajamento coletivo permanente e responsabilidade compartilhada por
toda a sociedade.
Artigo de Thiago de
Moraes Procurador, Cientista Político, Jurista, Professor e Jornalista MTB
0091632/SP.
Por: Clilton Paz.
Fonte: Maria Emília Genovesi.
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