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07 janeiro, 2026

Na era dos memes, quem protege empresários e celebridades quando a reputação vira entretenimento?

 Na era dos memes, quem protege empresários e celebridades quando a reputação vira entretenimento?


Preparar-se para entrevistas e outras formas de contato com veículos jornalísticos é fundamental para a construção da imagem e reputação de uma marca ou personalidade, orienta profissional da área


Freepik


Imagine a seguinte cena: uma empresária em ascensão se prepara para falar com a imprensa e, em um ensaio, seu assessor de comunicação simula uma entrevista difícil, trazendo à tona perguntas sobre temas que ela preferiria evitar. Mesmo desconfortável, ela entende que o treino é necessário. É justamente nesse tipo de exercício que se constrói a capacidade de lidar com perguntas inesperadas vindas de jornalistas, evitando constrangimentos que possam prejudicar sua imagem e a reputação de sua empresa.


Esse processo é conhecido como media training, uma prática que capacita empresários, líderes, políticos e porta-vozes a se relacionarem de forma segura e clara com a mídia e, por consequência, com o público. O treinamento é geralmente conduzido por profissionais de comunicação e assessorias de imprensa que conhecem a fundo o funcionamento das redações e a lógica das entrevistas, ajudando o porta-voz a transmitir suas mensagens com confiança, clareza e foco.


Com mais de 20 anos de experiência na área, a jornalista Patrícia Stedile, fundadora e CEO da Engenharia de Comunicação, ressalta que o media training previne contra gafes, inconsistência de informações e insegurança em situações como entrevistas e atendimento a jornalistas. “Em especial nos tempos atuais, em que qualquer escorregão, qualquer falha pode virar um meme, é imprescindível para uma marca ou liderança contar com o media training por meio do suporte de uma assessoria de imprensa. Esta vai fornecer orientação e treinamento para atender jornalistas e influencers, além de apoiar fornecendo informações, dados e destacando pontos que precisam ser abordados em uma matéria”, explica a jornalista.


A pessoa e a organização assessoradas podem – e devem – cobrar por esse suporte contínuo, inclusive o acompanhamento dos momentos de entrevistas. Quando isso não for possível – com as facilidades de comunicação digital, muitas vezes o contato entre jornalista e entrevistado acaba se dando de forma direta –, a assessoria deve atuar ficando a par do tema da entrevista, fornecendo ao assessorado as informações necessárias, transmitindo estímulo e confiança, para que ele se sinta seguro.


Patricia Stedile, CEO da Engenharia de Comunicação - Divulgação


“Muitas vezes”, explica Patrícia Stedile, “o assessorado não dispõe ou não se lembra de detalhes de um tema de um release que motivou a realização daquela entrevista. É a assessoria de imprensa, que acompanhou todo o processo, que tem essas informações em maiores detalhes. Então, o assessor pode orientar sobre o que destacar, o que falar, como se posicionar diante da câmera, preparando o assessorado antes de atender o jornalista”.


A falta dessa preparação pode custar caro: um dado equivocado, uma resposta prolixa ou atravessada, instabilidade e insegurança, entre outros comportamentos, podem, como bem define a linguagem coloquial, “dar ruim”. “Reverter aquela imagem negativa criada, desmentir uma informação, enfim, reparar os erros se torna difícil e leva tempo”, sublinha a CEO da Engenharia de Comunicação.


Era o que, voltando à imaginação do começo do texto, o assessor queria evitar que acontecesse com a assessorada. Até porque, na trama, a empresária estava dando um novo passo na carreira, expandindo seus negócios. Ainda inexperiente no campo das relações comunicacionais, precisava daquela capacitação. Mas, conforme ressalva Patrícia Stedile, media training é imprescindível tanto a debutantes no contato com a imprensa como a veteranos. “A capacitação deve ser contínua, diante da velocidade de transformações da mídia.”


Fotos: Freepik e Divulgação

Fonte:  Engenharia de Comunicação


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Livia Rosa Santana, tem formação em Turismo e Hotelaria, Culinária,Confeitaria, Teatro ( Atriz, Roteirista e Produtora), Jornalismo pela Faculdade Esamc, Locução de Rádio e Coach. . Trabalhou como Produtora e Coordenadora na cidade de Uberlândia (MG), representando o Iacan-Instituto de Artes e Cultura Alvaro Neto,. A empresa contem trabalhos reconhecidos em todo território nacional. Atualmente atua no jornalismo como CEO dos 35 portais e 5 revistas que é editora-chefe, trabalhou como assessora de imprensa de um agência de modelos, trabalhou como editora-chefe e assessora de imprensa da Revista CBTUR VIP, trabalhou na parte comercial do Jornal do Estado do Rio e Niterói News. Trabalha atualmente na sua empresa Topssimo Assessoria e assessora artistas famosos e empresas. Escreve para vários veículos de comunicação.

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