Com atuação solo de Danielle Winits e direção de Gerald Thomas, CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente estreia em 30 de janeiro, para temporada no Teatro FAAP
Choque Procurando Sinais de Vida Inteligente Foto: © Dalton Valerio
Após temporada de sucesso no Teatro Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o espetáculo CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente chega a São Paulo em 30 de janeiro de 2026, no Teatro FAAP. Com humor afiado e olhar crítico, em atuação solo de Danielle Winits dirigida por Gerald Thomas, a obra se estabelece como uma reflexão sobre as irracionais contradições humanas, o papel da mulher na sociedade e os dilemas da vida contemporânea. O título sugere uma busca extraterrestre, mas é, na verdade, uma metáfora para a busca de empatia, conexão e sentido no meio da confusão cotidiana da humanidade. Drama ou comédia? A resposta vai depender da visão de mundo de cada espectador.
Escrita pela norte-americana Jane Wagner, originalmente encenada em 1985, nos EUA, e imortalizada pela atuação solo de Lily Tomlin, Procurando Sinais de Vida Inteligente no Universo – convertida por Thomas em CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente –, consolidou-se na ocasião como um marco para o teatro, especialmente pelo modo como mescla humor, crítica social e múltiplas vozes em uma única interpretação.
Choque Procurando Sinais de Vida Inteligente Foto: © Dalton Valerio
Estruturada como um monólogo múltiplo, uma só atriz (Danielle Winits) interpreta algumas das personagens da obra original sintetizados em uma única personagem e por meio desta voz constrói uma narrativa bem humorada questionando padrões sociais, a lógica capitalista, a superficialidade da cultura de massa e os limites das relações humanas, tudo isso por meio de observações sagazes e por vezes absurdas que provocam tanto o riso quanto a reflexão. Mas não é só isso. Gerald Thomas adicionou ao texto original as lacunas que as décadas perdidas ou passadas teriam que preencher.
“Sim, o mundo mudou muito rápido nesses últimos quarenta anos. Em 1985 não haviam redes sociais ou IA, a teoria de Andy Warhol de que todos iriam ter seus 15 minutos de fama ainda era uma fantasia longínqua e não um pesadelo psicopático. Se, em 1985 ainda se tinha amigos, hoje tem-se “seguidores” e a palavra lixo significava somente sujeira e não crise ou calamidade. O mundo de Huxley e Orwell eram temidos, mas agora, talvez, através dessa epidemia de “influencers”, os jovens estarão, de fato, condenados a desaprender tudo aquilo que a história nos ensinou. Entraremos em uma era de deletação, de apagamento. E isso não está na peça de Wagner.” – Gerald Thomas
O texto equilibra ironia e compaixão, pontuado por referências pop e filosóficas, e não hesita em abordar temas complexos com leveza e profundidade. A crítica social nunca é panfletária, emerge da experiência dos personagens e do confronto direto com as contradições do mundo moderno. A peça é também um exercício de metateatro – um espetáculo sobre o próprio fazer teatral e seu potencial transformador. Ao alternar rapidamente entre pontos de vista, desafia tanto a intérprete quanto o público, convocando uma escuta ativa e sensível.
“A personagem fio condutor da montagem é uma ex-consultora criativa de grandes empresas que acabou por enlouquecer (ou não…) e se tornou uma catadora de lixo nas ruas. Ela acredita que extraterrestres entraram em contato e querem descobrir, por meio dela, se ainda existem sinais de vida inteligente no universo. Simultaneamente, a personagem busca compreender quem são essas pessoas e o que elas representam no mundo de hoje. A dúvida que ela levanta é quase um paralelo ao ‘ser ou não ser, eis a questão’. Será que ela perdeu a sanidade? Ou foi a realidade que, de tão absurda, se tornou incompreensível?” – Danielle Winits
Em resumo, CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente é uma obra vibrante, multifacetada e atual. Mais do que uma peça feminista ou de crítica social, é uma reflexão espirituosa e comovente sobre o que nos torna humanos, e sobre os sinais de inteligência (afeto e empatia) que ainda podem ser encontrados entre nós.
Choque Procurando Sinais de Vida Inteligente Foto: © Dalton Valerio
A respeito do ambiente da encenação
O cenário foi pensado como um ambiente que se transforma no decorrer do espetáculo. Há uma montanha de lixo em que a atriz inicia a peça, como se nascesse dela. Em seu entorno há uma série de cinco escadas que ligam o plano do espetáculo ao urdimento, sem fim aparente. Elementos da arte pop de Andy Warhol aparecem pelo palco na forma de latas de sopa Campbell's e reaparecem nos quadros de Rinaldo Escudeiro, seja como referência direta às latas, seja nas cores do Pop, na busca pelos elementos cotidianos como a geladeira, o post-it, o carrinho de supermercado, ou a imagem de uma atriz conhecida como é Danielle Winits, cujo rosto aparece em uma das pinturas. Esse mesmo rosto de Danielle irá retornar ao espaço de forma agigantada, como um casco ou uma mochila trazida por uma figura estranha contrarregrada. Portanto, o cenário visualmente trabalha entre o contraponto de cores, texturas e escalas. Ora o colorido do Pop aparece, ora o marrom, o antigo, o enferrujado, o estranho. O piso do palco é composto por uma textura de tecido e espumas tingidas que geram relevos. Tecidos aparecem no palco como seres que visitam Danielle. Ligados ao urdimento por cordas e ganchos, se penduram no ar como pedaços de couro em um curtume, ou pedaços de carne em um açougue. Esses elementos aéreos de tecido se mesclam a um conjunto de escadas finas e irregulares que se perdem na altura do urdimento. Elas estão presentes aqui e também nas obras e desenhos de Gerald Thomas.
Choque Procurando Sinais de Vida Inteligente Foto: © Dalton Valerio
Ficha técnica
CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente
Texto de Jane Wagner, com intervenções de Gerald Thomas
Atriz: Danielle Winits
Direção: Gerald Thomas
Tradução: Alexandre Tenório
Iluminação: Wagner Pinto
Figurinos: João Pimenta
Cenografia: Fernando Passetti
Pintura em tela: Rinaldo Escudeiro
Trilha sonora: Gerald Thomas
Sonoplastia: Marcelo Alonso Neves
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Design gráfico: Bárbara Lana
Visagismo: Leila Turgante
Fotos de cena: Dalton Valério
Fotos de Danielle Winits em estúdio: Robert Schwenk
Marketing digital: Cultura Lab e Rica Conteúdo Audiovisual
Assistente de direção: Osni Silva
Elenco de apoio: Anita Mafra, Jovi Silva, Vinícius Duarte.
Diretor Geral de Produção: Luciano Borges
Direção de produção: Nilza Guimarães e Diogo Bastos
Coordenador financeiro: Edson Fieschi
Assistente de produção: Vitor Grimoni
Realização: Borges & Fieschi Produções e Winits Produções
Choque Procurando Sinais de Vida Inteligente Foto: © Dalton Valerio
Serviço
CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente
Texto de Jane Wagner, com intervenções de Gerald Thomas
Atriz: Danielle Winits
Direção: Gerald Thomas
Estreia: 30 de janeiro de 2026.
Temporada: 30 de janeiro até 29 de março de 2026
Dias e horários: Sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 17h.
Teatro FAAP – Rua Alagoas, 903, Higienópolis, São Paulo
Ingressos: R$160,00 (inteira) e R$80,00 (meia entrada)
Bilheteria Física: Quartas a sábados, das 14h às 20h e domingos, das 14h às 17h.
Televendas: (11) 3662-7233 e (11) 3662-7234. Quartas a sábados, das 14h às 20h e domingos, das 14h às 17h.
Vendas Online: https://teatrofaap.showare.
Pessoas com Deficiência (PCDs) e Pessoas com Mobilidade Reduzida: O Teatro FAAP dispõe de assentos reservados e adaptados em conformidade com a Lei nº 10.098/2000, o Decreto nº 5.296/2004 e a ABNT NBR 9050.
Capacidade de público: 477 lugares
Duração: 70 minutos
Classificação: 12 anos





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